Notícias falsas, exageradas e disseminação de boatos não são novidades na internet, como já explicamos neste outro post. Dentro e fora das redes, Fake News são práticas que sempre existiram, com motivos que vão dos mais inofensivos (enganações que são feitas “de brincadeira”, por exemplo), até informações falsas que têm objetivos maiores, de promover uma ideia ou corromper a imagem de outras pessoas.

 

O fato é que, o que chamamos de “fake news” na atualidade, compreende um fenômeno moderno com características específicas, com o intuito de utilizar a rápida disseminação de informações na internet para espalhar notícias falsas.

 

A boa notícia é que um pouco de experiência com a utilização das redes sociais e com ensinamentos de especialistas em comunicação, podemos adquirir a “malícia” necessária para, no mínimo, desconfiar de certas informações. Nesta apresentação mostramos as características de robôs e geradores de buzz.

 

Neste artigo, listaremos pontos importantes que devem ser verificados para que você se previna de disseminar conteúdo enganoso.

 

  • Veja a reputação e o passado de sua fonte: Seja algo compartilhado em um portal, blog ou por meio de um perfil pessoal em alguma rede social, a fonte é uma poderosa indicadora da veracidade do conteúdo que está sendo divulgado. Se uma análise de publicações passadas indicar uma certa “perseguição” a determinadas figuras, ideologias ou marcas, muito provavelmente temos informações de conteúdo duvidoso.

 

  • Cruze fontes: Para complementar a dica anterior, é muito eficaz também que você procure pela mesma notícia em várias fontes diferentes, preferencialmente aquelas com boa reputação. Uma rápida pesquisa no Google é capaz de mostrar se outros portais estão tratando da mesma matéria de uma forma parecida.

 

  • Diferencie notícia de opinião: O que você está lendo traz um excesso de adjetivos no texto? A veracidade da informação tem um embasamento confiável? Fontes são citadas? Essas perguntas são fundamentais para diferenciar o que é uma notícia imparcial (à medida do possível), e o que é mera opinião, fundamentalismo ou ativismo de alguém que se diz profissional.

 

  • Verifique a data da postagem: É possível que uma informação seja “fake news” sem que o seu conteúdo em si seja falso! Isso porque notícias compartilhadas no dia de hoje (ou publicadas novamente), mas que originalmente são de anos, às vezes décadas atrás, causam uma descontextualização que leva a uma percepção falsa do conteúdo.

 

  • Reflita sobre o que lê, ouve e assiste: Uma das armas mais efetivas contra as fake news é o bom senso. Se todas as dicas de caráter mais técnico falharem, sempre pensar duas vezes antes de compartilhar algo que “não cheira bem” é importante. Para fazer essa reflexão, é essencial que o leitor vá além das manchetes e realmente compreenda o que aquele conteúdo significa e se aquilo foi postado com algum objetivo além de informar as pessoas.

Photo by Branden Harvey on Unsplash

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